Pensei em postar o primeiro trabalho individual que o Professor Marcos Cavalcanti nos passou, já que foi um momento de breve reflexão sobre: o que a Sociedade do Conhecimento mudou em minha vida.
Na época em que estava cursando a graduação em Biblioteconomia , no período de 1994 a 1997, formei-me acreditando que as Bibliotecas eram como templos do saber, palácios de conhecimentos, repositórios culturais das nações e por aí vai. Minhas expectativas eram confirmadas pelos filmes de Hollywood que sempre mostravam Bibliotecas imponentes que apoiavam as pesquisas dos mocinhos e mocinhas, nas mais diversas tramas.
Salão de Leitura Principal da Library of Congress
Com entusiasmo venho acompanhando um maior número de Bibliotecas que passaram a disponibilizar seus acervos com texto completo pela internet. Também achava interessante a idéia dos e-readers, dispositivos para leitura de livros eletrônicos, como o Kindle da Amazon. Mas com pouca empolgação pois, afinal, esse aparelho nunca suplantaria a experiência da leitura de um livro impresso.
Contudo, não percebia que tais acontecimentos já contribuíam para a revolução que originou a Sociedade do Conhecimento. O conceito que tinha como absoluto de que a Biblioteca é o maior local de concentração de conhecimentos e que a leitura destas informações só é aprazível se for por meio de material impresso, mudou.
Primeiro foi em uma tarde quando assistia um filme da boneca “Barbie – sereia” com minha filha de nove (9) anos, e a tal boneca e suas amigas resolveram pesquisar a origem das sereias, uma delas pegou o celular e buscou na internet a resposta aos seus questionamentos. Por fim, encontraram tudo o que queriam saber bem explicado, nos mínimos detalhes, com fotos coloridas e com muita rapidez. Naquele instante percebi que buscar respostas em livros antigos e empoeirados será somente para os filmes antigos, pois minha filha teria a mesma iniciativa que as bonecas, ou seja, raciocinando: pesquisa é na internet!
Depois, um outro fato importante a se destacar é que em 2009 a Amazon vendeu mais livros digitais do que impressos. Isto se deve por diversos fatores como: menor preço para o consumidor, melhorias no aparelho Kindle... De olho neste mercado Steve Jobs, da Apple, lançou o iPad, onde a tela é colorida e com aplicativos de multimídia que possibilitam incluir vídeos, animações, mapas e outros recursos que, certamente, encantarão os pequenos leitores.
Pois bem, agora com o livro impresso em extinção condicionada à existência de seus apreciadores e com os futuros leitores seduzidos pelos similares ao iPad, faz me concluir que são novos rumos, com novas oportunidades e desafios para os bibliotecários, para a Biblioteconomia, para os templos do saber, para os leitores, para a indústria editorial e para quem mais desejar estar inserido nesta nova realidade.